Procedimentos de proteção e segurança no consultório do dentista ajudam a controlar a disseminação de doenças

Você já viu aqui no blog e também no Instagram a importância de ir ao consultório do dentista pelo menos duas vezes no ano mesmo sem nenhum problema aparente. Isso porque essa rotina pode ajudar a prevenir ou diagnosticar precocemente doenças que afetam todo o corpo, não só a boca.

Os cuidados diários e as idas ao dentista – dependendo do caso – não podem ser deixados de lado inclusive em tempos de coronavírus. Principalmente quando se trata de situações de emergência e urgência:

  • Emergência: sangramento descontrolado, celulite ou infecção bacteriana que pode comprometer as vias aéreas, trauma envolvendo ossos faciais e dores ou infecções graves.
  • Urgência: cárie dentária extensa ou restaurações defeituosas que causam dor, inflamação óssea pós-operação cirúrgica, infecção bacteriana localizada, ajustes e/ou reparos da prótese e quebra ou fratura de dente.

Você pode conferir mais sobre o assunto nos dois textos abaixo:

1. Escovar os dentes corretamente é uma das formas de neutralizar bactérias para manter a saúde na quarentena

2. Problemas na boca durante a pandemia de Covid-19: o que fazer?

Biossegurança no consultório do dentista

Nesse artigo vamos falar sobre biossegurança, que é o conjunto de procedimentos que visam a proteção e a segurança dos pacientes, do dentista e de toda sua equipe. São regras e normas pré-estabelecidas que reduzem riscos. Afinal, o consultório do dentista é um ambiente susceptível a contaminações de bactérias que podem ser oriundas da boca do paciente, de gotículas eliminadas durante os procedimentos, das mãos dos cirurgiões-dentistas ou dos instrumentos/equipamentos utilizados.

Esses procedimentos sempre existiram e são levados muito a sério por profissionais de qualidade. O mais comum deles é a vacinação. Todas as pessoas que trabalham em um consultório odontológico devem ser imunizadas contra doenças como: hepatite B, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, tuberculose, difteria, tétano e influenza.

Outra medida bastante conhecida é a utilização dos EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual. São itens essenciais no dia a dia do consultório do dentista, como: máscara, gorro, óculos de proteção, luvas e jaleco.

Além disso, existem métodos de eliminação de microorganismos dos materiais e ferramentas:

  • Assepsia: são medidas adotadas para impedir que determinado local seja contaminado.
  • Antissepsia: eliminação das formas vegetativas de bactérias patogênicas de um tecido vivo.
  • Limpeza: remoção de sujeiras para redução de microrganismos presentes em superfícies. É um procedimento que deve ser realizado antes da desinfecção e/ou esterilização.
  • Desinfecção: eliminação de microrganismos patogênicos de seres inanimados, sem atingir necessariamente os esporos.
  • Esterilização: processo que elimina todos os microrganismos (esporos, bactérias, fungos e protozoários) por meios físicos ou químicos.

Mônica Romero, cirurgiã-dentista especialista em Dentística com MBA em Gestão de Saúde e Controle de Infecção Hospitalar, conta que essas regras e normas sempre foram necessárias, principalmente por dois tipos de pacientes que costumam frequentar o consultório do dentista: os assintomáticos, que estão com uma doença e não irão apresentar nenhum tipo de sintoma, por isso levarão uma vida normal; e os que estão doentes, mas ainda fase inicial, e irão demostrar sinais em breve.

Consultório do dentista e Covid-19

No momento, os dentistas estão atendendo apenas urgências, emergências e tratamentos já iniciados que correm o risco de serem perdidos. Quando tudo voltar ao normal, você encontrará novos procedimentos de biossegurança no consultório odontológico que já estão sendo colocados em prática.

“Será possível notar diferenças na sala de atendimento e de espera. Nessa, precisaremos obedecer ao distanciamento social e contar com a colaboração dos pacientes que devem permanecer de máscaras. Além disso, novos EPI’s serão adicionados a vestimenta do dentista, como óculos para quaisquer procedimentos, respiradores e protetores faciais. As regras para a eliminação de microorganismos também serão mais duras”, explica Mônica.

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