Problemas na boca durante a pandemia de Covid-19: o que fazer?

Os atendimentos odontológicos, além de essenciais para a saúde da boca, são importantes para enfrentar qualquer doença no corpo, seja crônica ou aguda, como o Covid-19. Com a presença do coronavírus no Brasil, a primeira orientação médica para o paciente que venha a ter problemas na boca (dores insuportáveis), seria entrar em contato direto com o dentista de confiança. Ao saber do ocorrido, o profissional terá uma noção do que está acontecendo e fornecerá as primeiras orientações. Segundo a Dra. Regiane Marton, cirurgiã-dentista, farmacêutica e parceira da campanha Sorrir Muda Tudo, a ida ao consultório odontológico deve estar de acordo com o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Odontologia.  

Bem mais que a higienização frequente das mãos, é necessário estar atento aos sinais de doença na boca, como sangramento na gengiva, aftas que demoram desaparecer, manchas na mucosa, dentes com mobilidade ou fraturados, entre outros.

“O autoexame da boca é um ato de cuidado muito importante. Muitas vezes o paciente esquece de verificar simples sinais no dia a dia. Além disso, se aparecer alguma emergência, é necessário buscar ajuda imediata, mesmo aqueles que fazem higiene oral diária, têm alimentação saudável e saúde em dia. É recomendável que a população visite um cirurgião-dentista a cada seis meses. Para os pacientes com saúde debilitada, com alimentação não saudável e higiene oral precária, o ideal é visitar com frequência menor, de pelo menos de três em três meses, ou em caso de alguma intercorrência, como sangramento gengival, fratura do dente, mau hálito e outros sintomas”, afirma a Dra. Regiane Marton, também CEO da Kulzer Brasil e Diretora da ABIMO (Associação Brasileira da Industria de artigos médicos e equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratório).

Guia da saúde bucal: sete cuidados importantes na quarentena

1. A limpeza e os cuidados diários com os dentes (escovação, uso do fio dental e consumo de alimentos saudáveis) não substituem a visita regular ao dentista.

2. Caso o paciente esteja com o Covid-19, a higienização bucal é essencial devido ao comprometimento do sistema respiratório. A falta de higiene pode promover a proliferação de bactérias na boca, nos dentes e gengivas, agravando o quadro de doenças respiratórias.

3. As doenças crônicas que mais afetam a saúde bucal são diabetes, cardiopatias, doenças respiratórias, doenças do sistema digestivo e depressão. Todas podem afetar a boca ou serem agravadas por problemas na boca.

4. Se o paciente estiver no hospital tratando o coronavírus, as melhores práticas para garantir que a saúde bucal não afete a saúde do corpo são a higiene bucal rígida e com regularidade assídua. Verificação de possíveis sinais de falta de saúde bucal: sangramento de gengiva, amolecimento de dentes, aftas que não desaparecem. É possível avaliar a presença de um dentista no hospital para avaliação e possível tratamento.

5. O Covid-19 afeta as vias respiratórias, sistema do qual a boca faz parte. Há relatos na literatura de que a mudança de paladar e a falta de olfato podem ser sintomas do novo coronavírus, além de casos mais severos que exigem a intubação no hospital, ocasionando traumas de variados tipos na boca. Por isso, é muito fundamental ter a boca saudável.

6. A recomendação paliativa caso o paciente chegue ao hospital com algum tipo de ferimento na boca, é fazer uma consulta com um especialista na área de traumatologia orofacial ou com outro cirurgião-dentista que faça parte do corpo clínico. Em casos extremos, o paciente pode solicitar uma visita do seu dentista de confiança para situações de emergência as quais não é possível esperar para o atendimento posterior em consultório.

7. Se a criança ou adulto fraturou o dente, o ideal em casos de urgências ou emergência é entrar em contato com dentista imediatamente para receber orientações de como proceder. Por telefone é possível realizar as primeiras orientações e definir a necessidade ou não de uma consulta presencial.

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